A televisão em 2007 
Postado por João Paulo Mauler, às 14:32.E a televisão, hein? Em 2007 a TV esteve mais movimentada que nunca. E assim como na música, foi um ano de reviravoltas.
Você sabia, por exemplo, que atualmente 38% dos americanos assistem programas de TV na internet? Vendo esses dados dá pra entender um pouco dos motivos do grande assunto desse final de 2007: a greve dos roteiristas de Hollywood. Os roteiristas, esses fanfarrões, não são bobos nem nada. Vendo que a exibição online (para nem falar nos celulares) é um filão que tende a crescer, cruzaram os braços exigindo uma fatia do bolo, ou seja, uma parte da grana que os canais e estúdios estão recebendo com a publicidade nessas exibições, entre outras reivindicações. Os executivos, espertinhos, dizem que não ganham nada, que os programas são exibidos ali só como forma de divulgação, mas tá na cara que é mentira. Um monte de gente, inclusive grandes astros, apóiam a greve e vez ou outra aparecem nas manifestações. Os roteiristas não cederam nem pra escrever pro Oscar e Globo de Ouro do ano que vem, e já avisaram que vão fazer arruaça na porta de qualquer premiação que insistir em ser feita nesse período.
A reinvidicação dos roteiristas é legítima, mas com essa greve todo mundo sai perdendo. Na última paralisação, em 1988, a indústria perdeu cerca de U$ 500 milhões e, o mais grave, estima-se que cerca de 10% do público parou de ver televisão… pra sempre! Em um momento em que o consumo de conteúdo televisivo online cresce, com sites como o Joost ou o próprio YouTube virando verdadeiras vitrines, a perda de espectadores pode ser fatal.
Mas nem só de greve se fez 2007. Na verdade, o impacto maior dessa paralisação deve ser visto mesmo em 2008, já que já havia bastante conteúdo pronto para esse começo de temporada. Agora, em 2008…
No Brasil, vimos solenemente a estréia da TV digital, mas sem interatividade, limitada e chata. Para a maioria das pessoas, passou batido! Todo mundo deu muito mais atenção pra Bebel do que pra TV digital. É, a personagem de Camila Pitanga fez tanto sucesso que a atriz até cantou com Roberto Carlos no especial de fim de ano do rei (assim, como minúsculo mesmo, ele não tá merecendo mais que isso). No quesito ousadia, a Globo estreou o projeto Quadrante com a (chata) adaptação de A Pedra do Reino (clássico livro de Ariano Suassuna), que não fez sucesso nenhum. Levada para o cinema, a minissérie ficou mais chata ainda. Quem também sentiu o gosto do fracasso foi Aguinaldo Silva, que viu sua novela Duas Caras ter péssimos números nos primeiros capítulos, pôs a culpa nos espectadores, fez charminho que ia abandonar a trama, mas depois voltou atrás. Resultado: seu blog é um dos mais lidos da globo.com.
Lá fora, foi ano de dar adeus a algumas séries que eram parte da vida de muita gente: Gilmore Girls, The O.C., 7th Heaven e Roma viram seus últimos episódios em 2007. Também tivemos estréias dignas na temporada 2007/2008. Meus destaques ficam pra Chuck, sobre um nerdão que passa a deter informações secretas da CIA e do FBI, e Pushing Daisies, uma fábula moderna sobre um fazedor de tortas que pode ressuscitar pessoas, mas só por um minuto. Outra hora falo com mais calma sobre elas.
Ah, e teve Lost e Heroes, que começaram as novas temporadas patinando e depois deram uma guinada. Lost então, foi muito criticado no começo, mas depois aplaudido, e de pé. Tanto que a nova temporada, que será exibida pela metade (sempre a greve) é um dos programas mais esperados do ano.
Falando em Lost, vamos terminar essa retrospectiva televisiva com um vídeo muito bacana liberado pela ABC. É um resumão de tudo o que rolou em três temporadas de Lost, contado em 8 minutos e 15 segundos (8:15, 815, sacou?). Presta atenção que o bagulho é bom!
Palavras-chave: greve dos roteiristas, lost, retrospectiva
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