16 Fevereiro 2008

As conquistas de Tropa de Elite e White Stripes

Postado por João Paulo Mauler, às 23:43.

Pois é, depois de ser o maior fenômeno pop de 2007, o filme Tropa de Elite ganhou hoje o prêmio máximo de Festival de Berlim, o Urso de Ouro. Chega até a ser um prêmio de consolação depois de ter sido negado para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro. Ficou em mim a dúvida que vi estampada na manchete de um jornal hoje nas bancas: como ficaria a tradução para o inglês de “o senhor é um fanfarrão”?

E falando em conquista, já viram essa versão do White Stripes para a faixa Conquest que, em espanhol, virou Conquista?


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11 Janeiro 2008

E falando em reparação…

Postado por João Paulo Mauler, às 14:04.

…quem ficou com dor na consciência por ter assistido ao filme Tropa de Elite na versão pirata, já pode colocar a cabeça no travesseiro tranqüilamente: a Zazen Produções, produtora de José Padilha, disponibilizou uma conta corrente para quem não pagou para ver o longa e agora quer pagar aos realizadores o valor de uma entrada de cinema. A conta é a de número 16021-0, da agência 3118-6 do Banco do Brasil.

Para quem acha que os produtores do filme estão muito fominhas (afinal Tropa de Elite foi o filme nacional mais visto em 2007 e saiu do prejuízo já faz um tempão), calminha. Toda a grana arrecadada pelos depósitos será doada ao Instituto Nacional do Câncer (Inca), e usada na construção da Casa do Paciente.


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31 Outubro 2007

Matei um cara em São Paulo

Postado por João Paulo Mauler, às 11:10.

Não, esse post não é nenhuma confissão de homicídio. Como todos sabem (???) estive em São Paulo nos últimos dois dias fazendo pesquisa de campo para meu trabalho de conclusão de curso. Mas sobre isso falo depois. Hoje quero comentar outra coisa. Ou melhor, duas outras coisas…

Por pura falta do que fazer, fui para a rodoviária de SP com uma antecedência um tanto exagerada. Já tinha notado que a Superinteressante de novembro (adivinha a capa? Tropa de Elite, claro) tava bombando por lá, várias pessoas nas ruas traziam a revista debaixo do braço. Fui comprar a dita-cuja pra me divertir um pouco enquanto esperava o horário de voltar para a terrinha, e qual não foi minha surpresa ao ver que o exemplar estava simplesmente esgotado naquela banca. Isso só mostra que, apesar da discussão em torno do filme já estar cansando um pouco, o longa de José Padilha ainda rende muito pano pra manga e atrai a atenção da galera.

Sem ter a Super como opção, fui para a parte de pocket-books da banca/livraria, e achei lá um livrinho do Jorge Furtado chamado Meu Tio Matou Um Cara que, além do roteiro do filme homônimo tem a história que deu origem ao longa e outros contos do diretor. Se você não está ligando o nome à pessoa, Jorge Furtado é, na minha humilde opinião, o diretor mais foda do cinema brasileiro. São dele (roteiro e direção) o fantástico O homem que copiava, além do melhor filme de 2007 para mim, o inteligente Saneamento Básico, o filme.

O tal livrinho, que eu devorei em menos de duas horas, é uma coletânea de contos muito bem sacados, deliciosos de se ler, e com uma linguagem que quem já viu os filmes de Furtado sabe do que eu tô falando. Em um dos contos, uma mulher morre na véspera da virada do milênio, e de repente se vê representando a raça humana no juízo final. Em outro, a mesma mulher vai para o paraíso, só pra descobrir que o paraíso não é tão perfeito assim (e olha que lá ela tem o Murilo Benício como empregado).

Se o livro tem algum defeito é acabar rápido demais. O conto que dá nome ao livro e ao filme (que por sinal, eu ainda não assisti, mas agora quero muito) ocupa mais ou menos metade do livro (sem contar com a parte do roteiro do filme), e é impossível não ler de uma sentada. Os outros, mais curtinhos, são instigantes e divertidíssimos. No primeiro livro de ficção de Furtado, o gosto que fica é de quero (muito) mais!


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