Enquanto 38% das pessoas pagam nada pelo disco do Radiohead, o cantor Prince (aquele que já mudou o nome por um símbolo impronunciável, ou simplesmente “o artista”), aparentemente vivendo em um mundinho particular, depois de implicar com o YouTube e querer tirar de lá todos os seus vídeos (coisa que qualquer Cicarelli sabe que é impossível), foi além: quer que todos os donos de sites em sua homenagem tirem do ar qualquer material relacionado a ele, como fotos (mesmo aquelas tiradas pelos próprios fãs), ou qualquer material relacionado à sua carreira. Vai ver ele tem vergonha das fotos ridículas dele que circulam por aí!
Enfim, o Prince, que cá entre nós é um artista tão relevante quanto o Tiririca nos dias atuais, tinha até tido uma iniciativa bacana ao lançar seu último disco encartado em um jornal, desafiando a indústria e tal, mas dessa vez deu uma boa fora? Será que esse pessoal vive no mesmo planeta que a gente? Primeiro o Elton John defende o fim da internet para salvar a indústria, agora o Prince inventa essa.
Claro que os fãs estão possessos, afinal de certa forma são eles quem sustentam o artista, e como retribuição querem ter o direito de colecionar e dividir com outros fãs pequenos souvenirs, como fotos e autógrafos. E olha que pelo seu passado, e apesar do andar da carruagem, o cara ainda tem muitos fãs e uma certa importância histórica, tanto que seu filme Purple Rain teve sua trilha eleita a melhor do cinema recentemente.
Nesse mundo em reconstrução da música, vão sair na frente aqueles que derem bons passos à frente, como o Radiohead ou o Nine Inch Nails. O Prince, coitado, deu uns dez passos para trás.