23 Janeiro 2008

Last.fm e a nova revolução musical

Postado por João Paulo Mauler, às 18:40.

Mais um passo dado rumo ao futuro da música na tarde de hoje. A CBS anunciou em coletiva de imprensa que o Last.FM passa a ser “o primeiro site a oferecer acesso gratuito e global do maior catálogo de música licenciada do mundo”. E isso já começou, hoje mesmo!

O Last.FM firmou acordo com as quatro maiores gravadoras do mundo (EMI, Sony/BMG, Universal e Warner), além de milhares de selos indies e artistas independentes, para distribuir as músicas dessas empresas gratuitamente online via streaming. Nesse primeiro momento, estão disponíveis cerca de 5 milhões de canções, mas de acordo com Martin Stiksel, co-fundador do Last.FM, novas faixas serão adicionadas até que toda música esteja disponível. Os direitos pela execução das músicas serão pagos às gravadoras de acordo com a quantidade de execuções das mesmas, seguindo acordos de termos próprios firmados com cada uma delas. Para artistas independentes, uma ótima notícia: eles poderão enviar suas músicas diretamente ao Last.FM e receber do site pela execução das mesmas (talvez algo parecido com o que a Trama Virtual faz desde o ano passado).

De acordo com o blog oficial do Last.FM, o serviço já está funcionando nos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, mas deve chegar a todos os países servidos pelo site (incluindo o Brasil) o mais rápido possível. Nessa fase de testes, cada usuário poderá ouvir até três vezes cada música, mas um serviço de assinaturas pagas a ser anunciado brevemente vai dar acesso irrestrito a todo o acervo.

Vale lembrar que até hoje o Last.FM não permitia ao ouvinte acessar músicas sob demanda, mas somente por tracklists montadas aleatoriamente pelo serviço a partir do gosto musical de cada um ou palavras-chave escolhidas. O acesso direto só dava direito a ouvir 30 segundos de cada faixa.

O modelo proposto pela CBS é o que muita gente defende como futuro da música. O site simplesmente vai repassar aos detentores dos direitos parte da renda obtida com a publicidade do site como pagamento pelos direitos de execução. Para o público, isso significa acesso gratuito a todo o acervo musical do mundo ao alcance de um clique. Para os músicos e gravadoras, a chance de reduzir a pirataria e voltar a ganhar dinheiro com a música. Uma equação que, se der certo, é lucro pra todo mundo.


Salvo em: Música

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Um comentário

  • Rachel disse:

    “o futuro taí, chegou” rs.

    23 de Janeiro de 2008 às 18:45



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