31 Janeiro 2008

É hoje! A volta de Lost

Postado por João Paulo Mauler, às 13:07.

Oito meses de espera é tempo o suficiente para deixar qualquer um maluco. Pois foi o que esperamos desde que vimos Jack e Kate pela última vez, conversando em um futuro próximo e fora da misteriosa ilha de Lost. Depois de uma terceira temporada de fria para morna, o recurso do flashforward explorado no capítulo final deu uma injeção de moral na série, abriu toda uma gama de novas possibilidades e deixou uma legião de fãs de cabelos em pé.

Lost

Eu poderia fazer um resumão de tudo o que rolou na última temporada, mas a ABC liberou um vídeo fantástico, que eu até já publiquei por aqui, resumindo TUDO o que rolou nas três temporadas de Lost. Pra quem não viu, veja aí. Pra quem já viu, segue a versão legendada desse ótimo resumão de 8 minutos e 15 segundos:

The Beginning of the end, episódio de logo mais, é literalmente o começo do fim. A produção de Lost já avisou que teremos apenas mais 48 episódios antes do fim, divididos em 3 temporadas de 16 episódios cada. No entanto, por conta da greve dos roteiristas de Hollywood, a temporada que começa hoje terá apenas 8 episódios garantidamente exibidos, em sequência e sem reprises, de hoje até 20 de março. Os outros 8 capítulos da 4ª temporada dependem do fim da greve para serem exibidos.Muitas dúvidas ficaram no ar no episódio Through The Looking Glass. Por exemplo, sabemos que uma equipe de resgate está chegando à ilha. No entanto, o barco que chega está mesmo ali para resgatar os losties? Ou são novos inimigos? E a revelação de Naomi a Hurley, de que não houve nenhum sobrevivente do vôo 815, é confiável? Já ouvimos também que 6 losties saíram da ilha e terão flashforwards nessa temporada. Mas porque eles saíram? E porque somente eles? E aanunciada volta de Michael e Walt? Tem alguma importância nisso tudo?

São muitas perguntas, mas produtores e astros do seriado já disseram que a partir de agora as respostas começarão a aparecer. Afinal, já estamos em contagem regressiva para o fim de Lost. Por isso o episódio de hoje ganha ainda mais importância. Para quem, assim como eu, não mora nos EUA e também vai aguentar até março para ver a estréia da 4 ª temporada, a solução fica nos torrent e peer-2-peer da vida. O novo capítulo de Lost já deve estar disponível para download (ilegal, né?) na madrugada de hoje. Na comunidade oficial de Lost no orkut tem até uma vigília contando as horas para a volta da série. E no fantástico blog Dude! We are Lost! você fica por dentro de todas as novidades sobre Lost, inclusive spoilers e reviews dos episódios inéditos. Só pra dar uma água na boca, deixo os títulos dos 8 episódios da 4ª temporada, com o personagem central e a data de exibição nos EUA. Veja aí:

4.01 - The beginning of the end (Hurley e Sawyer) - 31/01 (ou seja, hoje!)
4.02 - Confirmed dead (tripulantes do barco de Naomi) - 07/02
4.03 - The economist (Sayid) - 14/02
4.04 - Eggtown (Kate) - 21/02
4.05 - The Constant (Desmond) - 28/02
4.06 - The other woman (Juliet) - 06/03
4.07 - Ji Yeon (Sun e Jin) - 13/03
4.08 - Meet Kevin Johnson (possivelmente Michael) - 20/03


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30 Janeiro 2008

Mallu Magalhães e o hype!

Postado por João Paulo Mauler, às 13:32.

Que coisa maravilhosa esses tempos que vivemos! Quando na história a gente podia pensar que uma garota brasileira de 15 anos, com apenas algumas canções publicadas no MySpace iria causar tamanho burburinho e ser considerada a next big thing da música pop, fazendo o melhor folk que se viu no país em muito tempo? Yes, nós já temos a nossa Lily Allen, e o nome dela é Mallu Magalhães.

Mallu MagalhãesA primeira vez que ouvi falar na garota foi no blog do Matias. Depois disso, as referências à menina que faz som de gente grande e é, realmente, uma das melhores cantoras surgidas nos últimos tempos pelos lados de cá, começaram a pipocar. Para ser entrevistada na MTV e participar do esperto Poploaded, o podcast de Lúcio Ribeiro e Fábio Massari, foi um pulo.

Mas uma das coisas mais legais que eu li sobre a Mallu até agora foi mesmo a entrevista feita pelo blog don’t touch my moleskine. É lá que a gente vê como a garota é esperta, antenada e está alguns passos à frente de seu tempo.

Para quem (ainda) não ouviu Mallu Magalhães, a porta de entrada é a viciante Tchubaruba, música de melodia deliciosa e letra singela que grudou na minha playlist e não há meio de sair. Baixe a canção aqui, e se gabe por ter conhecido a cantora antes de todo mundo, quando ela estiver estrelando matéria no Fantástico. Por que não duvide, isso vai acontecer!


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29 Janeiro 2008

Novo vídeo de Mark Ronson

Postado por João Paulo Mauler, às 11:17.

Ele é o cara que produziu Amy Winehouse, Lily Allen e tocou no casamento de Tom Cruise e Katie Holmes. Se você não conhece Mark Ronson, corra e ouça Version, álbum que o produtor lançou no ano passado. Você não vai se arrepender.

Saiu ontem mais um clipe retirado de Version. A música é Just, cover do Radiohead, e uma das melhores do disco. Veja aí o clipe, que brinca com o vídeo original de Thom Yorke e cia:

E já que você tá por aqui, ouve lá a nova do Gnarls Barkley, Run, do disco que deve sair em abril. Não é nenhuma Crazy, mas é boa que só!


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28 Janeiro 2008

As reflexões de José Wilker

Postado por João Paulo Mauler, às 14:41.

Ontem à noite vi uma ótima entrevista com o ator José Wilker, no programa Marília Gabriela Entrevista, pelo canal pago GNT. Confesso que nunca fui muito com a cara de Wilker, mas achei que ele falou umas coisas bem interessantes sobre distribuição de conteúdo, cinema e televisão, que valem alguns comentários. Concordando ou não, são bons pontos para reflexão. Quem se interessar pode rever o programa, que é reprisado no sábado, às 10h30.

José Wilkercinema_ Wilker disse que no Brasil inteiro hoje existem 2047 salas de cinema. Para efeito de comparação, ele deu o seguinte dado: só em Manhattan, um bairro de Los Angeles, existem mais salas do que no Brasil. Para ele, as salas que existem excluem moradores das periferias, principalmente por causa dos preços abusivos cobrados nos ingressos. O ator disse que deveriam ser abertas salas nos bairros periféricos, a preços populares, para atrair o público de baixa renda que tem sim interesse por cinema. Vide o exemplo Tropa de Elite.

cinema nacional_ Em 2008 os filmes nacionais terão 8% de ocupação garantida nas salas de cinema do país. Esse número vem diminuindo ano a ano, o que é algo ruim para José Wilker. Nesse ponto não concordo com ele. De que adianta obrigar o exibidor a passar o filme nacional e manter as salas vazias? É por isso que cada vez mais salas estão se fechando.  O público não tem mais preconceito com o filme nacional, como já ficou claro com o sucesso de vários bons filmes nacionais nos últimos anos. Um dado interessante contado por Wilker: no momento cerca de 200 filmes nacionais estão em diferentes estágios de produção.

internet e televisão competindo com o cinema_ A internet não exclui o cinema e nem a televisão, assim como a TV não exclui o cinema. São mídias diferentes que devem se complementar. Um fato interessante que Wilker contou: o cinema deu mais certo em países onde se aliou à TV. O exemplo maior são os Estados Unidos. Lá, as emissoras abertas devem preencher a programação com pelo menos 40% de material comprado no mercado.

jornalismo na internet_ O jornalismo na internet é pobre. A necessidade de informação nova a cada minuto faz com que o jornalismo online seja baseado em achismos, a notícia não serve pra nada. Exemplo: “José Wilker foi ao médico”.

pirataria_ A pirataria na música de certa forma já se resolveu, uma vez que o pilar da música é o artista, que ganha dinheiro fazendo shows. No cinema, novas técnicas devem diminuir a pirataria (cinema digital?). O que preocupa o ator é a pirataria de outros produtos, como roupas e acessórios.

crítica_ Para José Wilker, a crítica não é uma engrenagem à parte, ela faz parte do sistema da arte. O que há hoje são maus críticos. Ele lembra de artistas como Van Gogh e Michelangelo que só foram reconhecidos por causa da crítica. Para ele, a crítica é fundamental para o crescimento da arte.


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28 Janeiro 2008

Os vencedores do SAG Awards

Postado por João Paulo Mauler, às 1:16.

Terminou agorinha o Screen Actors Guild Awards 2008, o prêmio do sindicato dos atores norte-americanos dado às melhores atuações em cinema e televisão. O prêmio esse ano teve a importância de ser um dos poucos que foram “liberados” pelos roteiristas em greve, privilégio que talvez nem o Oscar venha a ter. Vale dar atenção também ao fato de que quem vota no prêmio são os próprios atores, os mesmos que escolhem os vencedores do Oscar nas categorias de atuação. Então, costuma ser uma boa indicação dos possíveis ganhadores do prêmio máximo do cinema americano. Confira os vencedores:

ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA: James Gandolfini (Família Soprano)
O terceiro (e último) prêmio de Gandolfini pelo mafioso da série que revlucionou a TV americana. Preciso confessar que, apesar de todos os elogios, nunca tive muita paciência pra assistir Família Soprano. Destaque para o fora de Rubens Ewald Filho na transmissão da TNT: “Esse é o primeiro prêmio de Gandolfini… mentira! Ele já ganhou outros dois!”.

ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA: Edie Falco (Família Soprano)
Pelos motivos que já falei na categoria anterior, não posso comentar muito, mas se ganhou de Glenn Close (arrasadora em Damages) e Sally Field (apaixonante em Brothers & Sisters), só pode ser coisa boa.

ELENCO EM SÉRIE DRAMÁTICA: Família Soprano
Rubens Ewald Filho, nos três prêmios fez questão de falar que eles estariam sendo dados como uma espécie de prêmio de consolação por esta ser a última temporadado seriado. Bobagem. Família Soprano teve ótimo desempenho em premiações nos sete anos de vida, e não precisava de nada disso agora. Logo, o prêmio deve ser realmente merecido.

ATOR COADJUVANTE EM CINEMA: Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez)
Se ele já era um dos favoritos ao Oscar, agora o prêmio é dado praticamente como certo.

ATRIZ EM SÉRIE CÔMICA: Tina Fey (30 Rock)
Cá entre nós, Tina Fey não tinha concorrente à altura nessa categoria. Já disse isso antes, e repito: nesses tempos de crise das comédias, criar um 30 Rock é sim algo digno de mérito.

Tina Fey

ATOR EM SÉRIE CÔMICA: Alec Baldwin (30 Rock)
Ele deixou escapar o Globo de Ouro para David Duchovny, que nem foi indicado ao SAG, mas ganhou esse prêmio competindo com outros quatro peso-pesados. Nunca fui muito com a cara dele (ou de qualquer outro Baldwin), mas devo admitir que ele está impagável em 30 Rock.

ELENCO EM SÉRIE CÔMICA: The Office
Essa eu comemorei de verdade. The Office é o meu vício atual, muito por causa da atuação incrível de Steve Carell, mas muito também por causa do elenco, todo ele muito bem azeitado. Prêmio mais que merecido, apesar de Rubens Ewald Filho ter achado incoerente, só porque ator e atriz foram para 30 Rock.

ATOR EM TELEFILME OU MINISSÉRIE: Kevin Kline (As You Like It)
É sempre difícil comentar essas categorias, já que os indicados nem chegam perto daqui. Muitos bons atores nessa categoria.

ATRIZ EM TELEFILME OU MINISSÉRIE: Queen Latifah (Life Support)
Ela já tinha levado o Globo de Ouro, e merece mais ainda o meu aplauso. Afinal, ganhar de Vanessa Redgrave é algo digno de nota.

ATRIZ COADJUVANTE EM CINEMA: Ruby Dee (O Gângster)
Depois perguntam porque não gosto muito dos comentários de Ewald Filho. De uma tacada ele desmereceu o prêmio e condenou a atriz de 83 anos à morte, ao dizer que o prêmio foi dado por causa da luta dela pela causa dos negros (”ah, e também ela é boa atriz…”) e dizer que ela nunca mais deve ser indicada a nenhum prêmio. De qualquer forma, foi uma surpresa. Eu dava como certo (e justo) o prêmio para Cate Blanchett, por I’m Not There.

ATOR EM CINEMA: Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)
Um brilhante ator, já havia ganhado o Globo de Ouro. Conforme lembrou a transmissão da TNT, ele anda recluso, não faz muitos filmes, a não ser que ele julgue valer realmente a pena. Quando acha que não vale, prefere trabalhar como sapateiro.

ATRIZ EM CINEMA: Julie Christie (Longe Dela)
Elogiadíssima atuação como mulher que perde a memória, vai para um asilo e lá se apaixona por outro homem, quando esquece o marido. Julie Christie, você se lembra, é a Lara de Doutor Jivago.

ELENCO EM CINEMA: Onde os Fracos Não Têm Vez
O filme dos irmãos Coen é a bola da vez na América. É favorito ao Oscar, e tem no elenco os ótimos Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Josh Brolin e Woody Harrelson.

O prêmio especial pelo conjunto da obra ficou com o ator Charles Durning. Conforme prometido, não houve nenhuma manifestação dos roteiristas grevistas, mas apenas sutis menções (sempre favoráveis) à greve aqui e ali. Destaque para o começo da premiação, onde em vez de dancinhas e monólogos chatos dos quais só os americanos riem, tivemos depoimentos de atores na platéia sobre atuação. Para fechar esse post construído praticamente em tempo real durante a premiação, deixo o “depoimento” da (fantástica) atriz Jane Krakowski, de 30 Rock e Ally McBeal: “O que eu mais gosto sobre ser atriz é que a profissão permite que você verdadeiramente se transforme em outra pessoa. Eu sou Johnny Depp, e sou um ator!”.

[UPDATE] O prêmio do sindicato dos diretores também foi entregue hoje, mais cedo, e quem levou a estatueta foram os irmão Coen, de Onde os Fracos Não Têm Vez.


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26 Janeiro 2008

Astros dublam I Will Survive para Ellen DeGeneres

Postado por João Paulo Mauler, às 23:59.

Hoje é aniversário da comediante Ellen DeGeneres. Para comemorar, a equipe do talk-show dela preparou uma surpresa: um vídeo em que vários astros dublam a música I Will Survive em homenagem a Ellen. Tem Paris Hilton, Victoria Beckham, David Spade, Masi Oka (o Hiro), Jamie Foxx, mas os melhores são mesmo Jake Gyllenhaal e Queen Latifah. Veja o vídeo:

Esses vídeos são sempre muito divertidos. Isso me lembra algo parecido que foi feito ano passado, em um especial do American Idol, onde muitos (muitos mesmo) astros e estrelas de Hollywood dublaram Staying Alive. Não deixe de ver, clicando aqui.


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26 Janeiro 2008

A volta do New Kids On The Block

Postado por João Paulo Mauler, às 20:33.

Mesmo com a moda das boy bands em baixa (basta ver a fria volta dos Backstreet Boys), parece que está para ser anunciada a volta da primeira boy band a estourar no mundo todos, os New Kids On The Block. Os boatos já vêm sendo espalhados a algum tempo, o website oficial do quinteto voltou ao ar com um espaço para os fãs se cadastrarem e receberem novidades sobre o grupo, e o site da revista People hoje anuncia que nas próximas semanas o retorno será oficializado.

New Kids On The Block

O grupo foi criado em 1984 pelo empresário Maurice Starr e vendeu mais de 70 milhões de discos no mundo todo. Até desenho animado eles viraram no começo dos anos 90. O grupo acabou em 1994, longínquos 14 anos atrás. Não se sabe se eles vão voltar com a formação original, o que seria no mínimo curioso, já que Jonathan Knight, o mais velho dos “kids”, faz 40 anos em 2008. Será que ele ainda tem pique pra ficar rebolando por aí? Os outros integrantes ou viraram atores, como Donnie Wahlberg e Joey McIntire, ou continuaram na música, produzindo, no caso de Danny Wood, ou cantando, como Jordan Knight.

Essa volta tá me cheirando é a golpe da capenga indústria fonográfica pra ganhar uns trocados, sei lá. Só sei que tô sentindo algo contrangedor no ar. Mas enfim, há quem goste. Para esses, ou para quem era muito novo no fim dos anos 80, eu deixo o sucesso maior do NKOTB, Step By Step.


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25 Janeiro 2008

Vampire Weekend em Paris

Postado por João Paulo Mauler, às 22:43.

Outro dia falei aqui sobre a banda que promete ser sensação em 2008, Vampire Weekend. Hoje achei esses vídeos fantásticos, feitos pelo blog francês La Blogotheque, com a banda tocando algumas músicas pelas ruas de Paris. Vale bem a pena, veja aí a performance de Mansard Roof:

Além desse, ainda tem mais dois vídeos, um com a músicas The Kids Don’t Stand a Chance, e um terceiro com Walcott e One. Veja os dois direto na fonte, clicando aqui.


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23 Janeiro 2008

Last.fm e a nova revolução musical

Postado por João Paulo Mauler, às 18:40.

Mais um passo dado rumo ao futuro da música na tarde de hoje. A CBS anunciou em coletiva de imprensa que o Last.FM passa a ser “o primeiro site a oferecer acesso gratuito e global do maior catálogo de música licenciada do mundo”. E isso já começou, hoje mesmo!

O Last.FM firmou acordo com as quatro maiores gravadoras do mundo (EMI, Sony/BMG, Universal e Warner), além de milhares de selos indies e artistas independentes, para distribuir as músicas dessas empresas gratuitamente online via streaming. Nesse primeiro momento, estão disponíveis cerca de 5 milhões de canções, mas de acordo com Martin Stiksel, co-fundador do Last.FM, novas faixas serão adicionadas até que toda música esteja disponível. Os direitos pela execução das músicas serão pagos às gravadoras de acordo com a quantidade de execuções das mesmas, seguindo acordos de termos próprios firmados com cada uma delas. Para artistas independentes, uma ótima notícia: eles poderão enviar suas músicas diretamente ao Last.FM e receber do site pela execução das mesmas (talvez algo parecido com o que a Trama Virtual faz desde o ano passado).

De acordo com o blog oficial do Last.FM, o serviço já está funcionando nos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, mas deve chegar a todos os países servidos pelo site (incluindo o Brasil) o mais rápido possível. Nessa fase de testes, cada usuário poderá ouvir até três vezes cada música, mas um serviço de assinaturas pagas a ser anunciado brevemente vai dar acesso irrestrito a todo o acervo.

Vale lembrar que até hoje o Last.FM não permitia ao ouvinte acessar músicas sob demanda, mas somente por tracklists montadas aleatoriamente pelo serviço a partir do gosto musical de cada um ou palavras-chave escolhidas. O acesso direto só dava direito a ouvir 30 segundos de cada faixa.

O modelo proposto pela CBS é o que muita gente defende como futuro da música. O site simplesmente vai repassar aos detentores dos direitos parte da renda obtida com a publicidade do site como pagamento pelos direitos de execução. Para o público, isso significa acesso gratuito a todo o acervo musical do mundo ao alcance de um clique. Para os músicos e gravadoras, a chance de reduzir a pirataria e voltar a ganhar dinheiro com a música. Uma equação que, se der certo, é lucro pra todo mundo.


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23 Janeiro 2008

Heath Ledger e a morte prematura

Postado por João Paulo Mauler, às 15:17.

É tão estranho, os bons morrem jovens
Assim parece ser quando me lembro de você
Que acabou indo embora, cedo demais
(Legião Urbana - Love In The Afternoon)

 

Heath LedgerÉ sempre chocante ver uma celebridade perdendo a vida tão precocemente. Mais ainda quando se trata de alguém como Heath Ledger, um ator no auge da carreira, prestes a estrear o que talvez seja seu maior sucesso nas telas. A essa altura você já deve saber, o ator foi encontrado morto ontem à tarde em seu apartamento em Manhattan. A causa exata da morte ainda não se sabe, mas suspeita-se de overdose de pílulas ou mesmo suicídio. A família do ator nega tal hipótese, dizendo que ele era um “amante da vida”. Talvez você até já tenha visto o que dizem ser as últimas fotos de Ledger, tiradas no último dia de vida do ator, segundo consta. Heath Ledger deixa uma filha de dois anos, nascida de seu relacionamento com a atriz Michelle Williams.

Heathcliff Andrew Ledger nasceu no dia 4 de abril de 1979, em Perth, Austrália, e se mudou para Hollywood aos 19 anos. Na infância, passava os dias jogando hockey com o pai e as irmãs. Com 17, largou a escola e foi para Sidney com um amigo, para tentar a sorte. Mas o reconhecimento veio mesmo em 1999, quando ele fez o filme 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, seu primeiro sucesso nas telonas. O filme é comédia adolescente que reconta nos dias atuais, no ambiente de uma típica High School americana, a história de A megera domada, de Shakespeare. É desse filme uma das falas mais copiadas em textos distribuídos pela internet, um monólogo de Julia Stiles para o turrão personagem de Ledger:

“Eu odeio o jeito que você fala comigo. E o jeito que você corta o cabelo.
Eu odeio o jeito que dirige meu carro. Eu odeio quando você encara.
Eu odeio as suas bobas botas de combate e o jeito que lê a minha mente.
Eu te odeio tanto que fico doente — E isso me faz rimar.
Eu odeio o jeito como você sempre esta certo. Odeio quando mente.
Eu odeio quando me faz rir — E muito mais quando me faz chorar.
Eu odeio quando você não esta perto. E o fato de você não ligar.
Mas mais ainda, eu odeio o jeito como não te odeio — Nem de longe, nem um pouquinho, nem nada.”

Em 2001, Ledger protagonizou Coração de Cavaleiro, sobre um jovem camponês que sonha em ser um cavaleiro na França do século XIV. No mesmo ano ele fez uma participação em A Última Ceia, em 2003 atuou em Ned Kelly e Os Irmãos Grimm, em 2005. Foi o mesmo ano em que Heath Ledger fez o filme que o levou mais longe: O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee. Ledger, durante toda a carreira, procurou fazer papéis diferentes uns dos outros, que não o deixassem marcado por um determinado tipo de personagem. Por isso, não é de se espantar que ele tenha feito, e tão bem, o papel do cowboy homossexual que tem um caso com Jake Gyllenhaal. O filme obteve ótimas críticas e reconhecimento do público, além de valer a Heath Ledger sua primeira (e única) indicação ao Oscar.

No ano passado, Heath Ledger esteve em I’m Not There (o filme estréia no Brasil em março), filme de Todd Haynes que conta momentos da vida de Bob Dylan. Ledger é um dos seis astros que vivem o músico na fita. Para 2008, ele tinha acabado de filmar The Dark Knight, novo filme do herói Batman, onde vive o personagem Coringa, um dos mais populares vilões dos quadrinhos. O filme é um dos mais aguardados desse ano, e deve ser a maior bilheteria da curta carreira de Heath Ledger. Mas a última aparição de Ledger deve ser seria em The Imaginarium of Doctor Parnassus, filme de Terry Gilliam que estréia somente em 2009 teve a produção cancelada após a morte do ator.

Heath Ledger deve ser lembrado sempre como um ator de papéis tão díspares quanto Bob Dylan e o Coringa, todos feitos com a mesma competência. Aqui, um de seus momentos mais alegres nas telas, cantando a música Can’t Take My Eyes Of You.

[Heath Ledger] 1979-2008


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